Aproximação da Hierarquia Espiritual

REUNIÃO DE MEDITAÇÃO

        A finalidade desta reunião é a de praticar a meditação grupal como acto de cooperação com o Plano estabelecido pela Hierarquia para a humanidade.

 

         Por ocasião de cada festa de Lua Cheia, a energia qualificada pela constelação respectiva derrama-se sobre os grupos de seres humanos atentos, difundindo os atributos divinos na consciência da Humanidade. Este influxo espiritual pode ser veiculado em meditação e ser dirigido para a mente e o coração dos homens e das mulheres em todo o mundo. A técnica da meditação governa todas as expansões de consciência, todo o registo do Plano, do Desígnio, assim como o processo completo do desenvolvimento evolutivo.

 

O trabalho mensal da Lua Cheia lança a semente da nova religião mundial que está a chegar. No futuro, todas as pessoas com inclinação e intenção espirituais, por todo o lado, respeitarão os mesmos dias sagrados. Esta unanimidade de esforços permitirá criar um reservatório de recursos espirituais e um esforço unido espiritual. Os indivíduos empenhados neste trabalho de invocação tornar-se-ão rapidamente capazes de levar a cabo acções enquanto mediadores, abrindo a porta a energias de uma espiritualidade real que poderão afluir para o bem e para o estímulo das massas e dos três Reinos inferiores.

 

LUA  CHEIA  DE  BALANÇA

 

Nota-chave: "Eu escolho o caminho que passa entre as duas grandes linhas de força".

 

“Balança é um signo de equilíbrio, que pondera os valores para atingir o justo equilíbrio entre os pares de opostos, graças à utilização judiciosa da faculdade de análise equilibrada do pensamento.

Balança governa as profissões de Lei e mantém os equilíbrios entre o justo e o falso, entre o positivo e o negativo. Balança é o “suporte da Lei”. A Lei deve ser a guardiã da exactidão positiva e não somente o instrumento de uma implacabilidade arrebatada. Exactamente como nós procuramos banir a força das nossas relações nacionais e – tal como é evidente hoje em dia – o processo de penalizações drásticas não conseguiu evitar a delinquência nem desviar as pessoas do egoísmo exacerbado (pois de facto esse é o crime) e segundo o comportamento do estar em sociedade (por oposição à atitude não sociável daqueles que transgridem constantemente a lei) é considerado como desejável visto que é igualmente ensinado no seio de todo o sistema escolar; então, emerge na consciência pública a noção de que a aprendizagem de relações humanas justas, assim como a propagação da capacidade de aceder ao auto-domínio, ao crescimento da consciência altruísta (tal é a finalidade, subjectiva e muitas vezes ainda embrionária de todo o processo legal) representam a abordagem destinada aos jovens. A chave do crescimento está em cultivar a inofensividade. A inofensividade não é negatividade nem inacção; trata-se de uma qualidade de estar na “posição perfeita”, de aceder a um ponto de vista abrangente, a uma compreensão do divino”.

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 Boa noite a todos. Sejam bem-vindos a esta Lua Cheia de Balança.

A Lua Cheia, como sabem, é um meio de aproximação à Hierarquia Espiritual. O Sol, símbolo da Hierarquia, e a Terra, símbolo da humanidade, encontram-se em relação directa uma vez que a Lua não constitui obstáculo. No decorrer deste período, diz o Tibetano, certas energias podem ser contactadas, enquanto noutras ocasiões elas não se encontram disponíveis.

A Lua Cheia é o apogeu da fase lunar, quando as Luas de Carneiro, Touro ou Gémeos estão no zénite do ano espiritual, formando o intermédio superior das doze Luas Cheias anuais. Este ciclo permite uma relação entre os três centros espirituais de Shamballa, Hierarquia e Humanidade.

Todas estas fases são rítmicas e a Lua Cheia de Balança, que estamos a celebrar hoje, anuncia o início do intermédio inferior do ano espiritual. Este período caracteriza-se pela assimilação e distribuição das energias absorvidas no decurso  do intermédio superior pelo Novo Grupo de Servidores do Mundo, assim como por todos os homens e mulheres de boa vontade.

Reservemos então uns momentos de silêncio para nos associarmos, no plano subjectivo, a todos os grupos que, como nós, se reúnem no mundo para meditar, fazendo deste modo parte do Novo Grupo de Servidores do Mundo. Damos assim início a esta reunião, contribuindo para a construção do canal de energia por meio de um alinhamento seguido do mantram do Novo Grupo de Servidores do Mundo.

 

Que o Poder da Vida Una aflua ao grupo

de todos os verdadeiros servidores.

 

Que o Amor da Alma Una caracterize as vidas de

todos aqueles que procuram auxiliar os Grandes Seres.

 

Possa eu desempenhar a minha parte no trabalho Uno,

pelo auto-esquecimento, pela inofensividade e pela palavra justa.

As reuniões de Lua Cheia obrigam o nosso olhar a sair do âmbito pessoal, elevando-o, ao apresentarem-nos uma parte do Plano para o Conjunto, onde cada indivíduo encontra o seu lugar. As doze notas-chave estão ligadas aos signos do Zodíaco, não como indicadores pessoais, de ordem física ou outra, mas em virtude da participação que cada signo oferece no desabrochar do discípulo quando ele percorre a roda zodiacal.

A experiência em Balança reside na acção de escolher. O homem, cuja consciência espiritual ainda não está desenvolvida diz simplesmente: “Que a escolha se faça”. Para o discípulo, a nota-chave é a que estamos a usar hoje na nossa meditação: “Eu escolho o caminho que passa entre as duas grandes linha de força”.

Visto que as energias fazem apelo à nossa vontade de escolher, a energia de Balança obriga-nos a olhar para além do horizonte, mais longe que o objecto, e, por isso, este signo nem sempre é fácil de compreender nem de realizar.

O símbolo de Balança é a justiça, uma mulher com os olhos vendados, talvez cega devido à materialidade da vida, aos factos exteriores, para accionar uma interioridade divina onde se encontra a justiça verdadeira, a força de criar relações justas, harmonia.

Balança é bem conhecida pela sua influência de equilíbrio e de harmonia. É somente neste ponto de equilíbrio que as dualidades podem ser encaradas com discernimento e que se podem tomar decisões justas. Aí, os problemas fundamentais podem ser abordados pela mente. Os problemas que existem entre o negativo e o positivo, entre aqueles que obedecem cegamente aos seus instintos ou aos seus hábitos, e aqueles que avançam livremente em direcção ao que escolheram.

Esta escolha livre pode conduzir a uma ou outra direcção na roda de evolução: quer em direcção aos desejos egoístas, quer em direcção a uma inspiração espiritual. Ora, quando se trata de escolher uma mudança de direcção da roda nesse ponto de apoio revelado por Balança, o teste do vigor da vontade torna-se uma prova crucial. Eis, possivelmente, o motivo pelo qual por vezes se diz que Balança é o lugar da sentença.

Então, quando escolhemos com toda a consciência, com toda a liberdade, a via que nos leva mais alto, esta senda de provas, de obstáculos e de incerteza, quando deixamos para trás o conforto e a segurança dos velhos dias, dos velhos hábitos e dos desejos obsoletos nada mais resta do que tornarmo-nos verdadeiros criadores e renovar tudo.

Este poder criador que se está a elaborar manifesta-se pelo esforço grupal do Novo Grupo de Servidores do Mundo. Homens e mulheres que, por todo o mundo, trabalham em todos os domínios, mas que, acima de tudo, têm como objectivo comum servir o maior número. O Tibetano afirmava que “é possível a todos os aspirantes e a todos os discípulos participar neste esforço, tornando a tarefa dos Mestres mais fácil pela clareza do seu pensamento, do seu esforço espiritual renovado e pela sua nova consagração ao serviço. Peço-vos este esforço, esforço contínuo que deverá prosseguir durante muitos anos. Oferecer-se-á, a todos os verdadeiros servidores e aspirantes, e acima de tudo ao Novo Grupo de Servidores do Mundo, a oportunidade de participarem no estabelecimento da força impulsionadora necessária no ciclo imediato”.

Este ciclo imediato começa agora se nós o quisermos; quanto à força impulsionadora, somos nós que a valorizamos. Do mesmo modo, no plano planetário, esta força é a opinião pública e esta energia pode ajudar a apressar e a dar início à ética de acordo com a qual a humanidade pode avaliar a situação mundial sem preconceito e pode desafiar os desequilíbrios perigosos.

O século passado legou-nos um estado de crise planetária e de tensões devidas a relações penosas no seio da humanidade, para com o ambiente... presas na roda da involução, e agora encontramo-nos num ponto crítico em que apenas nos pode ajudar o vigor criador da justiça acompanhada pela nossa vontade. As decisões que temos de tomar conduzir-nos-ão a um futuro de esperança e a uma razão iluminada, senão mergulharemos algo mais profundamente na obscuridade.

Viver a síntese viva, tema escolhido para a semana da Festa do Novo Grupo de Servidores do Mundo que teve lugar em Dezembro último, é o estabelecimento da dinâmica impulsionadora necessária hoje em dia, o fortalecimento da verdadeira justiça e a aplicação ponderada do seu poder criador vivificado pela vontade dos Estados-membro das Nações Unidas para estabelecer uma justiça mundial autêntica.

Balança é um signo de ar; há três signos de ar no Zodíaco e cada um desses signos de ar encontra-se sobre uma ou outra das três Cruzes: Gémeos, a mente – Balança, a mente superior – Aquário, o portador de água, a mente universal, a alma.

A mente inferior domina, em primeiro lugar, permitindo o reconhecimento do Eu e do não-Eu, ou dualidade essencial subjacente a toda a manifestação. Todavia, a mente superior aumenta constantemente o seu poder e a sua supremacia, produzindo o equilíbrio entre os pares de opostos ao iluminar a mente inferior; é o equilíbrio simbolizado por Balança, e o caminho continua a partir daí até à Alma. Por fim, o eterno, Filho da Mente, torna-se a síntese última, centrando e ligando os dois aspectos da Mente Divina à Mente Universal.

Em Balança, a tónica é suportada pela própria humanidade para atingir um ponto de equilíbrio antes de outras realizações se tornarem possíveis.

À acção do Novo Grupo de Servidores do Mundo junta-se a influência de Urano, regente esotérico de Balança e, dando cor ao sétimo Raio, que actua através de Urano e que encarna o princípio de concretização e de materialização de toda a manifestação objectiva necessária, unindo o espírito e a matéria.

Tal é o trabalho de mediação, entre a Hierarquia e a humanidade, do Novo Grupo de Servidores do Mundo, o qual deve encorajar a humanidade a compreender certos ideais fundamentais que dirigem a época vindoura, mas também para assinalar as tendências dessas ideias e exprimi-las, como o diz o pensamento-semente da meditação “Reforçar as mãos do Novo Grupo de Servidores do Mundo”, meditação utilizada por ocasião da Lua Nova.

Debrucemo-nos agora sobre o mito de Hércules. O trabalho que ele realiza em Balança é a captura do Javali de Erimanto. Ele cruza a sétima porta sem saber que enfrentava duas provas – a da amizade excepcional e a da coragem inquebrantável.

Sem armas, ele avança pelo caminho onde encontra Folos, e Hércules esquece a sua busca. Folos convida-o a beber um vinho que não lhe pertencia, o do grupo. Eles bebem o vinho na companhia de Quíron, mas eles zangam-se repentinamente e Hércules mata os seus amigos.

Hércules foge para o alto da montanha e retoma a sua busca. Nas montanhas, ele coloca uma armadilha e depois espera que o javali caia na armadilha. Uma vez capturado na armadilha, Hércules domina o javali obrigando-o a obedecer e a seguir o caminho que ele tinha escolhido.

Hércules desceu do cimo nevado da montanha regozijando-se ao longo do caminho, empurrando à sua frente o javali feroz, mas domado. Ele empurrava-o, agarrando-o pelas duas patas traseiras e toda a gente ao longo do caminho se ria desse espectáculo.

Hércules concluiu assim o sétimo trabalho, mas no fim o instrutor disse: “o sétimo trabalho está terminado, a sétima porta foi atravessada. Medita sobre as lições do passado; reflecte sobre as provas, meu filho. Por duas vezes tu mataste quem devias amar. Aprende porquê...

Neste trabalho, Hércules mata novamente quem ele devia amar, como no signo precedente, em Virgem, em que matou Hipólita antes de receber o seu cinto.

Claro que é importante tornar-se a aspiração que conduz ao alto e que por isso certas coisas têm de morrer, mas não confundamos morrer com matar. Matar é sobretudo uma forma definitiva que tem como consequência prejuízos indescritíveis. Deixar morrer é a vontade de se colocar num plano mais elevado e já não alimentar aquilo que cria obstáculos, ou que é indesejável a este nível. Ora Hércules aceitou beber o vinho, obedecendo aos seus desejos e acabou por matar os dois bons centauros, ou seja, o bom pensamento (Quíron) e a força física (Folos).

Esta prova torna visível o domínio da natureza emocional e astral do desejo, seja qual for a forma que ela possa tomar, e traz igualmente à luz o poder que existe em nós para tomar o caminho justo. Eis então o “ponto crítico” de Balança; ora, a situação mundial actual necessita de um reajustamento imperioso.

O pensamento intervém no plano astral e nos desejos dos homens, ou então intervém no plano mental. O peso fará subir os pratos da balança em direcção à decisão espiritual, ou fá-los-á descer para fins egoístas e materiais.

Entre dois mundos para permitir o aumento da compreensão que inclui o mais alto e o mais baixo, eis onde se situa Balança.

Durante o processo de reorientação, Balança introduz uma pausa para formar um ponto de contemplação entre duas actividades maiores. Um ponto dinâmico no qual a personalidade passa para último plano e o homem interior subjectivo se prepara para se exteriorizar e dirigir as energias para a Vontade-de-Bem a fim de vencer os obstáculos em Escorpião.

De uma maneira ou de outra, a humanidade tem de encontrar o ponto de equilíbrio de Balança, esse ponto dinâmico de luz que torna possível escolher a via que passa entre duas grandes linhas de força.

O trabalho de meditação de hoje pode, no plano subjectivo, fortificar a ambiência em que trabalha o Novo Grupo de Servidores do Mundo e em que poderão ser tomadas decisões justas para que a luz do Amor e da Vontade-de-Bem estejam subjacentes a todos os movimentos e a todas as decisões desta época.


SOB  A  LEI  DE  SÍNTESE,  QUE  O  GRUPO  DOMINE  OS  MUNDOS  DE  ILUSÃO  E  DE  FASCÍNIO  E  NEGUE  O  CONTROLO  DE  MAYA

Traduzido e adaptado de texto elaborado e distribuído pela Boa Vontade Mundial, 1 rue de Varembé (3e.), Case Postale 31, CH – 1211 GENÈVE 20

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